Se você é empreendedor e opta pelo Simples Nacional, precisa acompanhar de perto a Reforma Tributária. A Emenda Constitucional 132/2023 e a Lei Complementar 214/2025 já confirmaram: o Simples não vai acabar, mas vai passar por ajustes que exigem atenção, especialmente a partir de 2026.
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O Simples Nacional continua existindo.
O regime simplificado segue ativo e garantido em lei. Isso significa que micro e pequenas empresas ainda terão acesso ao DAS unificado para recolher tributos federais, estaduais e municipais.
Na prática para o empresário: não há risco de exclusão automática do Simples; o que muda é a forma de recolher alguns tributos.
IBS e CBS: como ficam no Simples
Com a reforma, surgem dois novos tributos:
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – substitui ICMS e ISS.
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – substitui PIS e Cofins.
Empresas do Simples terão duas opções:
- Continuar recolhendo tudo pelo DAS, como já acontece hoje.
- Optar pelo modelo híbrido, recolhendo IBS e CBS separadamente para poder aproveitar créditos tributários.
Na prática para o empresário:
- Quem compra muito insumo, matéria-prima ou mercadoria pode se beneficiar com créditos.
- Quem presta serviço ou vende direto para consumidor final precisa avaliar se a complexidade extra compensa.
Modelo híbrido: vantagens e desafios
- Vantagens: possibilidade de reduzir a carga tributária usando créditos de IBS e CBS, principalmente em setores de comércio, indústria e e-commerce.
- Desafios: necessidade de mais controle contábil, sistemas de gestão atualizados e acompanhamento de notas fiscais.
Ponto de atenção: a decisão não é definitiva; será possível avaliar periodicamente se continuar no DAS integral ou adotar o híbrido é mais vantajoso.
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Novas obrigações para quem optar pelo híbrido
A partir de 2027, empresas que recolherem IBS e CBS fora do DAS terão que:
- informar esses tributos nas notas fiscais eletrônicas;
- enviar declarações específicas para IBS e CBS;
- acompanhar créditos e débitos de forma detalhada.
Na prática para o empresário: aumenta a burocracia e a necessidade de uma contabilidade mais presente no dia a dia.
Cronograma oficial
- 2026: início da transição, com alíquotas simbólicas para testes.
- 2027 em diante: entrada efetiva do IBS e da CBS no Simples, com início das obrigações acessórias.
Na prática para o empresário: 2026 será um ano de adaptação; 2027, de execução plena.
Como se preparar
- Reforce o planejamento tributário: simule cenários e compare se o modelo híbrido traz ganhos.
- Organize sua cadeia de fornecedores e insumos: quanto mais créditos você puder gerar, maior pode ser a vantagem.
- Garanta sistemas de gestão e emissão de NF-e atualizados.
- Mantenha contato constante com sua contabilidade para ajustar a estratégia.
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Conclusão
O Simples Nacional continua, mas não será mais tão simples para todos.
As empresas precisarão decidir se continuam no modelo tradicional ou se adotam o híbrido, equilibrando economia em impostos com maior complexidade de gestão.
👉 O recado é claro: quem se preparar agora terá vantagem competitiva nos próximos anos.
Na Contabilize, já estamos acompanhando cada etapa da implementação para orientar nossos clientes e garantir decisões seguras, dentro da lei e com o menor impacto possível no caixa da empresa.

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